Por Que os Ímpios Prosperam e Governam Sobre os Justos: A Justiça de Deus e a Esperança

Por Que os Ímpios Prosperam e Governam Sobre os Justos: A Justiça de Deus e a Esperança

Por que os ímpios prosperam e governam sobre os justos: a soberania de Deus sobre os reis, o Justo que sofreu e a certeza do juízo e da esperança.

Ewerton Uchôa Vieira Fiel17 min de leitura
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Neste artigo

Os ímpios prosperam, e o justo sofre. É a objeção mais antiga contra a fé — e a Escritura não a esconde: põe-na na boca dos seus próprios santos. "Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás?" (Habacuque 1:2), clama o profeta. E não se detém aí: "Por que razão me mostras a iniqüidade, e me fazes ver a opressão?" (Habacuque 1:3). Habacuque diz em voz alta o que muitos pensam em silêncio diante das notícias de corrupção, dos tiranos que se eternizam e dos inocentes que padecem.

A pergunta fica mais aguda quando quem governa é mau. Por que Deus, santo e justo, permite que os ímpios dominem sobre os justos? Este artigo não oferece respostas fáceis. Percorre a Bíblia — do Salmo 73 à visão do Apocalipse — para mostrar, à luz das Sagradas Escrituras (versão Almeida Corrigida Fiel) e da Declaração de Fé das Assembleias de Deus, que Deus continua sendo soberano sobre os reis, que ele jamais é autor do mal, que o próprio Cristo foi julgado por um tribunal injusto e que a justiça de Deus é certa. E termina onde o crente precisa terminar: na esperança e no Redentor que vive. O tema dialoga com o que já refletimos em Cristão e Eleições e em Escolhas do Povo Versus a Vontade de Deus.

A Pergunta Antiga: Por Que os Ímpios Prosperam?

O Salmo 73 é o testemunho mais honesto desse conflito. Asafe confessa que quase se perdeu: "os meus pés quase que se desviaram; pouco faltou para que escorregassem os meus passos" (Salmos 73:2). A causa está declarada logo depois: "Pois eu tinha inveja dos néscios, quando via a prosperidade dos ímpios" (Salmos 73:3). Não era uma dúvida fria; era uma ferida.

O mesmo espanto ecoa por toda a Escritura. Jó pergunta: "Por que razão vivem os ímpios, envelhecem, e ainda se robustecem em poder?" (Jó 21:7). Jeremias reconhece primeiro a justiça de Deus e logo despeja o seu assombro: "Por que prospera o caminho dos ímpios, e vivem em paz todos os que procedem aleivosamente?" (Jeremias 12:1). E Habacuque chega à formulação mais crua: "e te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele?" (Habacuque 1:13).

Quando o injusto não é apenas um vizinho, mas um governante, o problema cresce de escala. O salmista contempla tribunais que deveriam proteger o fraco e pergunta: "Até quando julgareis injustamente, e aceitareis as pessoas dos ímpios?" (Salmos 82:2). Descreve, então, a corrupção entronizada: "Porventura o trono de iniqüidade te acompanha, o qual forja o mal por uma lei?" (Salmos 94:20) — o poder que faz da própria lei um instrumento de opressão —, e acrescenta: "Eles se ajuntam contra a alma do justo, e condenam o sangue inocente" (Salmos 94:21). É a imagem exata do que Habacuque via em seus dias: "porque o ímpio cerca o justo, e a justiça se manifesta distorcida" (Habacuque 1:4).

A Bíblia, portanto, não trata a prosperidade dos maus como um detalhe incômodo a ser abafado. Ela a encara de frente, registra o lamento do justo e o conduz ao único lugar onde a resposta começa: a presença de Deus.

O Que a Bíblia Revela: Deus É Soberano Sobre os Governantes

A primeira verdade que a Escritura opõe ao escândalo do trono ímpio é esta: nenhum trono escapa ao governo de Deus. Daniel o declara sem hesitação: Deus "remove os reis e estabelece os reis" (Daniel 2:21). O rei Nabucodonosor, o mais poderoso de sua época, aprendeu essa lição pelo caminho mais duro — "Mas quando o seu coração se exaltou, e o seu espírito se endureceu em soberba, foi derrubado do seu trono real, e passou dele a sua glória" (Daniel 5:20) —, até reconhecer que o Altíssimo "tem domínio sobre o reino dos homens, e a quem quer constitui sobre ele" (Daniel 5:21). É o mesmo decreto anunciado pela boca dos vigias: "o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer, e até ao mais humilde dos homens constitui sobre ele" (Daniel 4:17).

Note-se a insistência do texto: Deus não apenas permite os governantes; ele os constitui — inclusive "ao mais humilde dos homens". Isso não faz de Deus o autor do mal que eles praticam, mas assegura que nenhum deles chega ao poder fora da sua providência. O salmista canta a mesma soberania: "Porque nem do oriente, nem do ocidente, nem do deserto vem a exaltação. Mas Deus é o Juiz: a um abate, e a outro exalta" (Salmos 75:6-7). E Provérbios resume tudo numa imagem: "Como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do SENHOR, que o inclina a todo o seu querer" (Provérbios 21:1). Até as nações que se levantam contra o Senhor não escapam: "Por que se amotinam os gentios, e os povos imaginam coisas vãs?" (Salmos 2:1) — pois "Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles" (Salmos 2:4).

E não é apenas sobre os reis que Deus governa; é sobre a história inteira dos povos: "Multiplica as nações e as faz perecer; dispersa as nações, e de novo as reconduz" (Jó 12:23). Da mesma forma, o próprio Novo Testamento ensina que "não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus" (Romanos 13:1). A Declaração de Fé das Assembleias de Deus confessa essa mesma verdade ao afirmar que "Deus constituiu autoridades para administrarem a vida em comunidade e exercerem juízos nas sociedades, pelo bem da coletividade" (Declaração de Fé, Capítulo XVI).

Disso decorre um alívio e uma advertência. O alívio: o governante injusto não é um acidente fora do controle de Deus, nem a última palavra sobre a nossa vida. A advertência: o poder que hoje oprime é um poder temporário, administrado por um Deus que o pesou e o pode depor — como pesou Belsazar e o achou em falta (Daniel 5:27). A soberania de Deus não é um detalhe teórico; é o chão firme em que o justo se apoia quando o trono à sua frente é ímpio.

Vale, contudo, guardar a distinção que a própria Escritura guarda: Deus governa os ímpios sem ser autor do mal que eles fazem. O profeta Habacuque é lembrado justamente por isso — "Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal" (Habacuque 1:13) —, e a Declaração de Fé observa que a vontade de Deus "é determinada por sua natureza santa e justa, pois Ele não pode ver o mal e nem praticá-lo" (Declaração de Fé, Capítulo II). Deus usa o mau, mas não se contamina com ele; ordena os meios, mas não é o autor do pecado. É a razão pela qual a pergunta do justo — "por que os ímpios prosperam?" — jamais se transforma em acusação contra o caráter de Deus.

O Justo Que Sofreu Sob o Injusto

Se a pergunta do justo terminasse no trono dos reis, ela ainda seria parcial. A Escritura a responde com um escândalo maior: o próprio Filho de Deus foi julgado por um tribunal injusto. Séculos antes, Isaías já o retratava: "Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos" (Isaías 53:3). E explica o sentido: "Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados" (Isaías 53:5). O Justo por excelência sofreu sob o injusto por excelência — e não por acaso: foi para nos salvar. Quem se queixa de sofrer injustiça encontra, na cruz, um Deus que não ficou distante dela, mas a assumiu.

Pedro faz desse sofrimento o exemplo do crente. Cristo "padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas" (1 Pedro 2:21); ele "não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano" (1 Pedro 2:22); e "quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente" (1 Pedro 2:23). Eis o padrão: o Justo não respondeu à injustiça com vingança, mas entregou a causa ao Juiz. É exatamente o que o crente sob um governo injusto é chamado a fazer — sofrer sem pecar, e confiar a causa a quem julga com retidão.

A Justiça de Deus É Certa: o Juízo Vem

A virada da pergunta não vem de uma explicação, mas de uma perspectiva. Asafe só encontrou paz quando deixou de olhar o presente dos ímpios e passou a olhar o seu fim: "Até que entrei no santuário de Deus; então entendi eu o fim deles" (Salmos 73:17). Entre a queixa e a resposta, Deus impõe silêncio: "Mas o Senhor está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra" (Habacuque 2:20).

A demora do juízo é, ela mesma, parte da explicação — e um aviso: "Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, por isso o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para fazer o mal" (Eclesiastes 8:11). A impunidade aparente endurece o ímpio, mas não anula o juízo: apenas o adia. O salmista já havia visto aquele fim de perto: "Vi o ímpio com grande poder espalhar-se como a árvore verde na terra natal" (Salmos 37:35) — "Mas passou e já não aparece; procurei-o, mas não se pôde encontrar" (Salmos 37:36). Daí a promessa: "Porque os malfeitores serão desarraigados; mas aqueles que esperam no Senhor herdarão a terra" (Salmos 37:9). Enquanto isso, "O justo florescerá como a palmeira; crescerá como o cedro no Líbano" (Salmos 92:12).

Jesus não deixou a justiça de Deus no campo das conjecturas. Contou a parábola da viúva persistente para ensinar que o justo deve orar sempre, e concluiu: "E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles?" (Lucas 18:7); e garante: "Digo-vos que depressa lhes fará justiça" (Lucas 18:8). O dia está marcado: Deus "tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou" (Atos 17:31). Aos que sofrem, a promessa é dupla: "Se de fato é justo diante de Deus que dê em paga tribulação aos que vos atribulam" (2 Tessalonicenses 1:6), "E a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder" (2 Tessalonicenses 1:7).

E a consumação mostra quem dá a última palavra. O Cavaleiro fiel "chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça" (Apocalipse 19:11), e sobre ele está escrito: "Rei dos reis, e Senhor dos senhores" (Apocalipse 19:16). O trono dos ímpios passa; o trono do Cordeiro permanece. A Declaração de Fé resume o fundamento daquele dia: "A base primordial do Juízo Final é a justiça perfeita e inquestionável de Deus" (Declaração de Fé, Capítulo XXIII). É por isso que a esperança do crente não é otimismo ingênuo: é a certeza de que a justiça de Deus, ainda que tarde a nossos olhos, não falha.

A Esperança do Crente: o Que Fazer Enquanto os Ímpios Governam

A doutrina não é para ser admirada de longe, mas vivida. Se Deus é soberano, se a justiça é certa e se o próprio Justo já sofreu por nós, o crente tem tarefas concretas. Enquanto os ímpios governam, "o povo geme" (Provérbios 29:2) — e é justamente esse gemido que a Escritura não silencia, mas transforma em oração e em esperança.

A primeira tarefa é orar — não apesar dos governantes maus, mas por eles. Paulo escreve que se façam "deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens" (1 Timóteo 2:1), "Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade" (1 Timóteo 2:2). A intercessão pelos governantes não é fuga da realidade política; é a forma mais realista de agir sobre ela.

A segunda é praticar a justiça enquanto se espera. "Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benignidade, e andes humildemente com o teu Deus?" (Miqueias 6:8). O crente não combate a injustiça do trono com a injustiça do ressentimento; combate-a com retidão, misericórdia e humildade.

A terceira é não se contaminar pela inveja. O salmo dos que sofrem abre com uma ordem clara: "NÃO te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniqüidade" (Salmos 37:1) — "Porque cedo serão ceifados como a erva, e murcharão como a verdura" (Salmos 37:2). A inveja do ímpio é o primeiro passo para longe de Deus; foi exatamente o tropeço de Asafe, cujos pés "quase que se desviaram" por ter inveja dos soberbos (Salmos 73:2-3).

A quarta é viver da esperança do Redentor. Jó, no fundo do sofrimento, não fixou os olhos no opressor, mas no Redentor: "Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra" (Jó 19:25); "E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus" (Jó 19:26). E Paulo mede a proporção entre a dor e a glória: "as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada" (Romanos 8:18). Não é que o sofrimento seja pequeno; é que a glória é imensamente maior.

Perguntas frequentes

Deus é o autor do mal que os governantes praticam?

Não. Deus é soberano sobre os reis — "remove os reis e estabelece os reis" (Daniel 2:21) —, mas a Escritura afirma que ele é "tão puro de olhos, que não podes ver o mal" (Habacuque 1:13). Deus governa os ímpios e usa até os seus atos em seus propósitos, sem jamais ser o autor do pecado. A Declaração de Fé confessa que a vontade de Deus "é determinada por sua natureza santa e justa" (Declaração de Fé, Capítulo II). O mal é responsabilidade de quem o pratica, não de quem o sobrepuja para o bem.

Por que Deus não julga o ímpio imediatamente?

Porque a demora do juízo tem um propósito: "Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, por isso o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para fazer o mal" (Eclesiastes 8:11). A paciência de Deus abre espaço ao arrependimento — "não querendo que alguns se percam" (2 Pedro 3:9). Mas a paciência não é esquecimento: Deus "tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo" (Atos 17:31).

O crente deve se submeter a um governo injusto?

A Escritura manda submeter-se às autoridades — "não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus" (Romanos 13:1) —, mas a submissão tem limite. A Declaração de Fé ensina que a Igreja está submetida ao Estado "tendo como limite de tal submissão os preceitos bíblicos" (Declaração de Fé, Capítulo XVI), de modo que, em conflito entre as normas do Estado e a Bíblia, esta prevalece: "Mais importa obedecer a Deus do que aos homens" (Atos 5:29).

Qual é a esperança do justo diante de um governo ímpio?

A esperança não é a queda do adversário, mas o Reino do Redentor. Jó confessa: "eu sei que o meu Redentor vive" (Jó 19:25); e o fim da Bíblia mostra o Rei que "julga e peleja com justiça" (Apocalipse 19:11) reinando para sempre. O crente ora pelos governantes (1 Timóteo 2:1-2), pratica a justiça (Miqueias 6:8) e aguarda o dia em que não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor (Apocalipse 21:4). A última palavra não é do trono que oprime, mas do trono que julga.

Conclusão

Este artigo percorreu, à luz da Bíblia e da Declaração de Fé das Assembleias de Deus, a pergunta que o justo faz desde os tempos antigos: por que os ímpios prosperam e governam sobre os justos? Vimos que a Escritura não esconde a queixa — Habacuque, Jó, Jeremias e Asafe a colocam diante de Deus. Vimos que Deus é soberano sobre os reis, que ele os remove e os estabelece, e que nenhum trono escapa à sua providência, ainda que ele jamais seja autor do mal. Vimos que o Justo por excelência, Cristo, foi julgado por um tribunal injusto e, sofrendo, deixou-nos o exemplo. E vimos que a justiça de Deus é certa: o juízo vem, e o Rei que julga com justiça reina.

A conclusão, portanto, não é que a pergunta seja tola, mas que a resposta é maior do que a pergunta. Quando não pudermos compreender os caminhos de Deus, podemos confiar no seu caráter. O que sustenta o crente não é a explicação de cada injustiça, mas a certeza de que Aquele que habita nos céus governa, que o Redentor vive e que "as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada" (Romanos 8:18). É a esperança que atravessa a história do povo de Deus — a mesma que já vimos em O Mundo Vindouro e que repousa sobre a pessoa de Jesus Cristo.

Assim, enquanto o trono injusto durar, o crente ora pelos que governam (1 Timóteo 2:1-2), pratica a justiça (Miqueias 6:8), recusa a inveja dos ímpios (Salmos 37:1-2) e aguarda o dia em que o Rei dos reis enxugará toda lágrima (Apocalipse 21:4). Aos olhos do mundo, os ímpios prosperam e governam; aos olhos de Deus, o justo "florescerá como a palmeira" (Salmos 92:12) e herda o que nenhum trono deste mundo pode conceder. A última palavra pertence a Deus — e ela é justa. Amém.

Para se aprofundar: Os Atributos de Deus, o clássico de A. W. Pink sobre a santidade, a soberania e a justiça de Deus — as perfeições divinas em que o justo se firma quando tudo ao redor parece andar ao contrário.

Referências

  • BÍBLIA. Português. Almeida Corrigida Fiel. São Paulo: Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, 2007.
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  • BÍBLIA. N. T. 1 Pedro. In: BÍBLIA. Almeida Corrigida Fiel. 2007. 1 Pedro 2.
  • BÍBLIA. N. T. 2 Pedro. In: BÍBLIA. Almeida Corrigida Fiel. 2007. 2 Pedro 3.
  • BÍBLIA. N. T. Apocalipse. In: BÍBLIA. Almeida Corrigida Fiel. 2007. Apocalipse 19; 21.
  • DECLARAÇÃO DE FÉ das Assembleias de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017. Capítulo II: Sobre Deus; Capítulo XVI: Sobre a Igreja e o Estado; Capítulo XXIII: Sobre o mundo vindouro.

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