Escolhas do Povo Versus a Vontade de Deus: Lições de Juízo e Graça
Escolhas do povo versus a vontade de Deus: Adão e Eva, Israel, Salomão, João Batista, Barrabás e Paulo, e o prejuízo que o próprio povo colheu.
Neste artigo
As escolhas de uma nação nunca são neutras diante de Deus. Toda decisão humana é, na verdade, um passo em direção à vida ou à morte: "Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, e a morte e o mal" (Deuteronômio 30:15). Desde o Éden, as Escrituras registram um mesmo padrão — quando o povo prefere a sua própria vontade à vontade de Deus, o prejuízo recai sobre ele mesmo. Não porque Deus se deleite em castigar, mas porque a desobediência tem consequências: "A justiça exalta os povos, mas o pecado é a vergonha das nações" (Provérbios 14:34).
A Declaração de Fé das Assembleias de Deus ensina que Deus criou o ser humano "dotado por Deus de livre-arbítrio, ou seja, com liberdade de escolher entre o bem e o mal" (Declaração de Fé, Capítulo VII) e que essa liberdade permanece mesmo depois da Queda (Capítulo IX). Este artigo percorre a Bíblia para mostrar como as escolhas do povo contra o que agrada ao Senhor trouxeram juízo sobre o próprio povo — de Adão aos dias dos apóstolos — e o que isso ensina sobre Deus, sobre o pecado e sobre a obediência.
A Vontade de Deus e o Dom de Escolher
A vontade de Deus não é um detalhe periférico da vida religiosa; é o próprio centro da oração que Jesus nos ensinou: "Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu" (Mateus 6:10). E não é uma vontade arbitrária: é "a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus" (Romanos 12:2), o melhor que o Criador preparou para a sua criatura.
O problema, portanto, nunca está em Deus, mas em nós. Os pensamentos do Senhor não coincidem com os nossos: "Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor" (Isaías 55:8). Escolher bem exige, por isso, submeter a vontade própria à vontade de Deus — e foi exatamente essa decisão que Ele colocou diante de Israel: "escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência" (Deuteronômio 30:19). O povo foi convocado a declarar publicamente a sua escolha: "escolhei hoje a quem sirvais... porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor" (Josué 24:15).
A Declaração de Fé observa que essa liberdade de escolher permanece depois da Queda: "Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus" (João 7:17). Deus não anula a decisão humana; Ele a adverte, apresenta as duas estradas e pede que o povo escolha a vida. Quando o povo inverte essa ordem e decide primeiro, consultando a Deus depois — ou nunca —, começa uma história de perdas. Os episódios que seguem mostram que esse não é um pecado apenas individual: é uma escolha coletiva, de um povo inteiro, e por isso as suas consequências também são coletivas.
Adão e Eva: a Primeira Escolha Contra a Vontade de Deus
Antes de qualquer nação, antes de qualquer rei, antes de qualquer eleição, houve um jardim e um único mandamento. Deus havia dado a Adão liberdade ampla e uma só restrição: "De toda a árvore do jardim comerás livremente" (Gênesis 2:16), "Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás" (Gênesis 2:17). O limite não era tirania; era proteção.
A tentação começou por relativizar a Palavra: "É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?" (Gênesis 3:1). Depois veio a promessa de autonomia: "sereis como Deus, sabendo o bem e o mal" (Gênesis 3:5). E então a escolha: "tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela" (Gênesis 3:6). Adão e Eva preferiram a própria vontade à vontade de Deus — e perderam tudo o que a obediência lhes garantia.
As consequências foram imediatas e duradouras: "maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida" (Gênesis 3:17); "O Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden" (Gênesis 3:23); e, para "guardar o caminho da árvore da vida" (Gênesis 3:24), o acesso ao jardim foi fechado. A Declaração de Fé resume o episódio com precisão: "Deus dotou Adão do livre-arbítrio, com o qual ele era capaz tanto de obedecer quanto de desobedecer ao Criador. Ele escolheu desobedecer a Deus, e a sua queda arruinou toda a humanidade" (Declaração de Fé, Capítulo IX).
A lição é a matriz de todas as que virão: o primeiro casal quis ser como Deus e terminou expulso da presença de Deus. Quem troca a vontade divina pela sua própria perde o bem que tentava preservar.
Israel: Quando a Nação Prefere a Própria Vontade
Israel não foi apenas um conjunto de indivíduos; foi uma nação chamada por Deus, e as suas escolhas coletivas são o retrato mais claro deste tema. Duas vezes o povo decidiu contra a vontade do Senhor, e duas vezes colheu o prejuízo.
A primeira foi no deserto, aos pés do Sinai. Impaciente com a demora de Moisés, o povo exigiu: "Levanta-te, faze-nos deuses, que vão adiante de nós" (Êxodo 32:1). Do ouro que Deus lhes dera fabricaram um bezerro e proclamaram: "Este é teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito" (Êxodo 32:4). A escolha teve custo imediato: "Assim feriu o Senhor o povo, por ter sido feito o bezerro que Arão tinha formado" (Êxodo 32:35). Como resume o salmista, "Fizeram um bezerro em Horebe e adoraram a imagem fundida" (Salmos 106:19) e "Esqueceram-se de Deus, seu Salvador, que fizera grandezas no Egito" (Salmos 106:21).
A segunda foi ao pedir um rei. O povo não pediu um líder segundo o coração de Deus, mas "constitui-nos, pois, agora um rei sobre nós, para que ele nos julgue, como o têm todas as nações" (1 Samuel 8:5). O pedido revelou o fundo do coração, e Deus o diagnosticou: "não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles" (1 Samuel 8:7). Anos depois, Samuel pôs diante dos olhos do povo a consequência da própria escolha: "Agora, pois, vedes aí o rei que elegestes e que pedistes" (1 Samuel 12:13). E o profeta Oséias selou o veredito: "Eles fizeram reis, mas não por mim" (Oséias 8:4).
Em ambos os casos, o povo quis ser "como as nações" ou "como deuses" — e recebeu o que pediu, junto com o fardo que não previu. A nação que rejeita o governo de Deus não ganha liberdade; troca um senhor bom por senhores piores.
Salomão: Quando o Rei Se Afasta, o Reino Se Divide
Se o povo errou ao pedir um rei, também o rei escolhido errou ao se afastar de Deus. Salomão recebeu sabedoria sem igual, riqueza e paz; mas, na velhice, deixou que os seus amores o desviassem. "E tinha setecentas mulheres, princesas, e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração" (1 Reis 11:3). A Escritura é franca quanto ao resultado: "e o seu coração não era perfeito para com o Senhor seu Deus" (1 Reis 11:4) e "Assim fez Salomão o que parecia mal aos olhos do Senhor" (1 Reis 11:6).
O juízo veio sobre o reino: "certamente rasgarei de ti este reino, e o darei a teu servo" (1 Reis 11:11). O motivo é declarado sem rodeios: "Porque me deixaram, e se encurvaram a Astarote, deusa dos sidônios" (1 Reis 11:33). E a consequência recaiu sobre toda a nação. Quando Roboão respondeu ao povo com dureza, Israel rompeu com a casa de Davi: "Que parte temos nós com Davi? Não há para nós herança no filho de Jessé" (1 Reis 12:16), de modo que "se rebelaram os israelitas contra a casa de Davi, até ao dia de hoje" (1 Reis 12:19). O próprio texto sagrado reconhece que aquela ruptura estava sob o governo de Deus: "porque esta revolta vinha do Senhor" (1 Reis 12:15).
Aqui está o ponto central do exemplo: a escolha do rei não prejudicou apenas o rei. Salomão perdeu o reino que herdara, e o povo perdeu a unidade que desfrutava. A nação pagou pela apostasia do seu líder — e o reino dividido foi a cicatriz permanente daquele desvio.
João Batista: o Povo Rejeita o Profeta Que Sabia Ser de Deus
Antes de rejeitar o Messias, a geração contemporânea de Jesus já havia rejeitado o seu precursor. E o fez de um modo revelador: não por ignorância, mas por conveniência. Jesus descreveu aquela geração como crianças insatisfeitas, que nada aceitam: "Porquanto veio João, não comendo nem bebendo, e dizem: Tem demônio" (Mateus 11:18), "Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um homem comilão e beberrão, amigo dos publicanos e pecadores" (Mateus 11:19). Nenhum mensageiro agradava a um povo decidido a não obedecer.
E, no entanto, o próprio Jesus atestou a grandeza daquele profeta: "entre os nascidos de mulheres, não há maior profeta do que João o Batista" (Lucas 7:28). O veredito sobre quem o recusou é solene: "Mas os fariseus e os doutores da lei rejeitaram o conselho de Deus contra si mesmos, não tendo sido batizados por ele" (Lucas 7:30). O detalhe "contra si mesmos" é decisivo — a rejeição feriu primeiro quem rejeitava.
Mais tarde, questionados sobre a autoridade de João, os líderes ficaram presos não à verdade, mas à opinião pública: "tememos o povo, porque todos consideram João como profeta" (Mateus 21:26). Sabiam o que o povo pensava dele — e ainda assim não creram: "Porque João veio a vós no caminho da justiça, e não o crestes" (Mateus 21:32). A mesma multidão que "o tinham como profeta" (Mateus 14:5) deixou que ele fosse morto sem o defender. Saber quem é o mensageiro de Deus não salva um povo que não obedece à mensagem que ele traz.
Barrabás: a Escolha Que Rejeitou o Justo
O retrato mais sombrio dessa tendência aparece no julgamento de Jesus. Pilatos ofereceu à multidão uma escolha explícita: "Qual quereis que vos solte? Barrabás, ou Jesus, chamado Cristo?" (Mateus 27:17). Os líderes não deixaram a decisão ao acaso: "Mas os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram à multidão que pedisse Barrabás e matasse Jesus" (Mateus 27:20). O povo escolheu: "E eles disseram: Barrabás" (Mateus 27:21); e, quanto a Jesus, "Disseram-lhe todos: Seja crucificado" (Mateus 27:22). O desfecho é narrado sem comentários: "Então soltou-lhes Barrabás, e, tendo mandado açoitar a Jesus, entregou-o para ser crucificado" (Mateus 27:26). E o povo assumiu sobre si o peso da escolha: "O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos" (Mateus 27:25).
Anos depois, Pedro relembra o que a nação fizera: "a quem vós entregastes e perante a face de Pilatos negastes, tendo ele determinado que fosse solto" (Atos 3:13); "Mas vós negastes o Santo e o Justo, e pedistes que se vos desse um homem homicida" (Atos 3:14); "E matastes o Príncipe da vida, ao qual Deus ressuscitou dentre os mortos" (Atos 3:15). O povo preferiu um homicida ao Santo — e colheu exatamente o que pediu.
Ainda assim, a mesma pregação termina em convite, não em condenação: reconhecendo que o fizeram por ignorância (Atos 3:17), Pedro clama: "Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados" (Atos 3:19). O prejuízo da escolha errada é real, mas não é irreversível para quem se volta para Deus.
Paulo: o Povo Clama Pela Morte do Inocente
A cena se repete, agora contra um apóstolo. Quando Paulo pregou no templo, "alvoroçou-se toda a cidade" e, "pegando Paulo, o arrastaram para fora do templo" (Atos 21:30). A multidão não pediu um julgamento justo; pediu a morte: "Tira da terra um tal homem, porque não convém que viva" (Atos 22:22). Mais de quarenta homens conspiraram sob juramento, "dizendo que não comeriam nem beberiam enquanto não matassem a Paulo" (Atos 23:12), e eram "mais de quarenta os que fizeram esta conjuração" (Atos 23:13). Diante do governador Festo, o povo insistiu: "clamando que não convém que viva mais" (Atos 25:24). O próprio Paulo resumiu: "Por causa disto os judeus lançaram mão de mim no templo, e procuraram matar-me" (Atos 26:21).
O detalhe que agrava a cena é a inocência do acusado. As próprias autoridades romanas reconheceram que nada havia contra ele: "Este homem nada fez digno de morte ou de prisões" (Atos 26:31), e Agripa concluiu: "Bem podia soltar-se este homem, se não houvera apelado para César" (Atos 26:32). O povo clamou pela morte de um inocente — o mesmo erro que, uma geração antes, escolhera Barrabás e rejeitara o Justo. A voz da multidão não é, por si só, a voz de Deus.
Por Que o Prejuízo Recai Sobre o Próprio Povo
Os casos se repetem porque o princípio é constante. Deus apresenta ao povo o caminho bom e o adverte; quando o povo responde "não andaremos nele", assume sobre si as consequências: "perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas; mas eles dizem: Não andaremos nele" (Jeremias 6:16). A queixa de Deus por meio de Jeremias é a mesma de todos os tempos: "Dai ouvidos à minha voz, e eu serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo" (Jeremias 7:23); mas "não ouviram, nem inclinaram os seus ouvidos, mas andaram nos seus próprios conselhos" (Jeremias 7:24).
O profeta Oséias diz o mesmo com uma frase que resume este artigo: "Para a tua perda, ó Israel, te rebelaste contra mim, a saber, contra o teu ajudador" (Oséias 13:9). Rebelar-se contra Deus é rebelar-se contra o próprio socorro. E o livro de Juízes descreve o ambiente em que essas escolhas florescem: "cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos" (Juízes 21:25) — a autonomia sem Deus, contra a qual a Escritura adverte: "Há um caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte" (Provérbios 16:25).
Por isso o prejuízo é do próprio povo. Deus não precisa de um exército para castigar a rebeldia; basta deixar que ela siga o seu curso. "Quando os justos se engrandecem, o povo se alegra, mas quando o ímpio domina, o povo geme" (Provérbios 29:2) — e é o povo que geme. A escolha contra a vontade de Deus não é um gesto de liberdade; é uma ferida autoinfligida. Como disse Samuel, "Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar" (1 Samuel 15:22), e "a rebelião é como o pecado de feitiçaria" (1 Samuel 15:23).
Implicações para Nós
A história do povo de Deus não é apenas memória; é espelho. Quatro lições se destacam.
- A vontade de Deus é vida, não opressão. O que Ele pede de nós é a nossa santificação: "Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação" (1 Tessalonicenses 4:3). Obedecer não é perder a liberdade; é encontrar o caminho da vida.
- O critério é obedecer, não apenas invocar. Não basta chamar a Deus de Senhor: "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus" (Mateus 7:21). A fé que não obedece é a fé dos que rejeitaram João e escolheram Barrabás.
- O que perdura é o que faz a vontade de Deus. Tudo o mais passa: "E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre" (1 João 2:17). A multidão grita hoje e se cala amanhã; a Palavra permanece.
- Não siga a maioria por hábito. A multidão errou no Sinai, no dia de João Batista e diante de Pilatos. A graça de Deus nos chama a uma mente renovada, capaz de discernir "qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus" (Romanos 12:2). Em decisões públicas e privadas, o cristão pondera o que agrada ao Senhor — e não apenas o que agrada à maioria. É o que sustenta a reflexão de Cristão e Eleições: a consciência do crente se forma pela Palavra, não pelo clamor popular.
Perguntas frequentes
Deus obriga o povo a fazer a sua vontade?
Não. A Declaração de Fé ensina que Deus "dotou" o ser humano de livre-arbítrio, com liberdade de escolher entre o bem e o mal (Capítulo VII), e que essa liberdade permanece após a Queda (Capítulo IX). Deus apresenta a vida e a morte, a bênção e a maldição, e pede: "escolhe pois a vida" (Deuteronômio 30:19). Ele não anula a escolha humana; Ele a adverte.
Por que as escolhas erradas do povo prejudicam o próprio povo?
Porque a desobediência traz consequências na própria ordem que Deus estabeleceu. Como disse Oséias, "Para a tua perda, ó Israel, te rebelaste contra mim, a saber, contra o teu ajudador" (Oséias 13:9). Rebelar-se contra Deus é rebelar-se contra o próprio socorro.
Escolher Barrabás condenou toda a nação sem perdão?
Não. Pedro reconheceu que o povo agira por ignorância (Atos 3:17) e chamou todos ao arrependimento: "Arrependei-vos, pois, e convertei-vos" (Atos 3:19). O prejuízo da escolha errada é real, mas a misericórdia de Deus oferece restauração a quem se volta para Ele.
O que sustenta a escolha segundo a vontade de Deus?
A renovação da mente pela Palavra: "não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus" (Romanos 12:2). Quem conhece a Escritura discerne a vontade de Deus e não se deixa levar pelo clamor da maioria.
Conclusão
Este artigo mostrou, à luz da Bíblia e da Declaração de Fé, que as escolhas do povo contra a vontade de Deus nunca foram neutras: Adão e Eva perderam o Éden, Israel feriu-se com o próprio bezerro e pediu um rei que o onerou, Salomão viu o reino rasgado e o povo dividido, a geração de João Batista rejeitou o maior dos profetas, a multidão preferiu Barrabás ao Santo e clamou pela morte de Paulo, o inocente. Em todos os casos, quem escolheu contra Deus colheu o prejuízo da própria escolha.
A boa notícia é que a história não termina no juízo. Onde o povo falhou, Jesus Cristo obedeceu: diante do cálice da cruz, orou "não se faça a minha vontade, mas a tua" (Lucas 22:42). Ele fez perfeitamente a vontade do Pai e, assim, abriu para todos — inclusive para os que o rejeitaram — o caminho do arrependimento e da vida. Por isso o mesmo Pedro que denunciou a escolha de Barrabás terminou o seu sermão com um convite: "Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados" (Atos 3:19).
Que a lição dos que escolheram mal nos conduza a escolher bem: não a vontade que parece reta aos nossos olhos, mas a boa, agradável e perfeita vontade de Deus — aquela que agrada ao Senhor e, no fim, é a nossa vida.
Para se aprofundar: Declaração de Fé das Assembleias de Deus, a confissão doutrinária que trata, nos capítulos VII e IX, do livre-arbítrio concedido ao homem e das consequências da Queda.
Referências
- BÍBLIA. Português. Almeida Corrigida Fiel. São Paulo: Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, 2007.
- BÍBLIA. A. T. Gênesis. In: BÍBLIA. Almeida Corrigida Fiel. 2007. Gênesis 2; 3.
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- BÍBLIA. A. T. Oséias. In: BÍBLIA. Almeida Corrigida Fiel. 2007. Oséias 8; 13.
- BÍBLIA. N. T. Mateus. In: BÍBLIA. Almeida Corrigida Fiel. 2007. Mateus 6; 7; 11; 14; 21; 27.
- BÍBLIA. N. T. Lucas. In: BÍBLIA. Almeida Corrigida Fiel. 2007. Lucas 7; 22.
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- BÍBLIA. N. T. Romanos. In: BÍBLIA. Almeida Corrigida Fiel. 2007. Romanos 12.
- BÍBLIA. N. T. 1 Tessalonicenses. In: BÍBLIA. Almeida Corrigida Fiel. 2007. 1 Tessalonicenses 4.
- BÍBLIA. N. T. 1 João. In: BÍBLIA. Almeida Corrigida Fiel. 2007. 1 João 2.
- DECLARAÇÃO DE FÉ das Assembleias de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017. Capítulo VII: Sobre o homem; Capítulo IX: Sobre o pecado e suas consequências.
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